
Na Presidência de Minas, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada foi o artífice da formação da Aliança Liberal, que resultaria na Revolução de 1930 e no fim da República Velha. Empossado a sete de setembro de 1926, exerceu um mandato que trouxe mudanças à máquina do Estado e aos costumes políticos da época. Era um liberal clássico, embora sua postura fosse aristocrática. Não era um homem popular, mas dono de grande habilidade política. i
Já em sua primeira mensagem ao Legislativo, o presidente enfatizou a necessidade de mudar o sistema eleitoral e, um ano depois, sancionava a lei n.º 995, instituindo o voto secreto e o quociente eleitoral para as eleições estaduais e municipais. A estréia aconteceu em Belo Horizonte, com repercussão nacional, nas eleições para o Conselho Deliberativo da cidade, em 1929, dando a Minas a condição de primeiro Estado a adotar o novo sistema. Outra inovação de seu governo foi a reforma do ensino primário e normal nos moldes da chamada Escola Nova, empreendida por seu secretário Francisco Campos. Recomendou-lhe que buscasse pedagogos da equipe de Éluard Claparède i, na França, e vieram Leon Walter e a jovem educadora Helena Antipoff, depois tão querida dos brasileiros. Foi também Antônio Carlos quem fundou a Universidade de Minas Gerais, futura UFMG. Empreendeu, ainda, a expansão de estradas de rodagem e das comunicações telefônicas e incentivou a agricultura, em especial, o café, criando o Instituto Mineiro do Café.
Ramo mineiro do patriarca da Independência
Antônio Carlos nasceu em Barbacena a cinco de setembro de 1870. Já chamado pela imprensa de seu tempo de “político de sangue”, era descendente direto do patriarca da Independência, José Bonifácio. Além de José Bonifácio, seus irmãos Martim Francisco e Antônio Carlos também foram personagens do período imperial; netos do português José Ribeiro de Andrada, que se radicara em Santos, em 1678.
Uma filha do patriarca, Gabriela, casou-se com o tio Martim Francisco. O filho do casal, Antônio Carlos, bacharel recém-diplomado em São Paulo, em 1864, decidiu transferir-se para Barbacena em companhia da mãe, já viúva, em busca do clima ameno da cidade, por recomendação médica. Na cidade mineira, ele advogou, foi juiz e vereador, elegendo-se depois deputado e senador; e casou-se com Adelaide Feliciana Lima Duarte - por sua vez, bisneta do inconfidente José Aires Gomes -, fundando assim o ramo mineiro da família Andrada.
Seu filho, o terceiro Antônio Carlos e futuro presidente de Minas, depois de concluir o ginásio e os preparatórios em Barbacena, cursou a Faculdade de Direito de São Paulo. Bacharel, de regresso a Barbacena em 1891, foi nomeado promotor na Comarca de Ubá, sendo depois transferido para Palma.
Logo, mudou-se para Juiz de Fora, aprovado em concurso para professor da Escola Normal, onde lecionou História e Economia Política e foi vice-diretor. Casou-se com Julieta de Araújo Lima Guimarães, em 1899, já beirando os 30 anos, e tiveram cinco filhos. Conhecera Julieta em um hotel de Juiz de Fora, sendo ela também de família tradicional, filha de Domingos Custódio Guimarães, Barão do Rio Preto. i
Em Juiz de Fora, advogou e dedicou-se ao jornalismo, enquanto trilhava seu caminho político. No “Jornal do Comércio”, como redator e diretor, e no “Diário Mercantil”, que fundou, debatia as questões econômicas do Estado. Eleito vereador do município, em 1901, destacou-se na Comissão de Orçamento e no ano seguinte era convidado pelo presidente Francisco Sales para a Secretaria das Finanças.
Como secretário, participou das negociações para a assinatura do Convênio de Taubaté. Com o fim do imposto interestadual sobre consumo, instituiu o imposto de indústria e profissões. Ainda no primeiro ano, realizou em Juiz de Fora reunião das classes produtoras do Estado para ouvi-las e reorientar a política econômica. Em 1906, assumiu a prefeitura de Belo Horizonte por dez meses, enquanto ainda se mantinha à frente das Finanças no Estado.
Terminado o Governo Francisco Sales, foi eleito senador estadual e novamente vereador em Juiz de Fora, pois a Constituição permitia acumular os dois mandatos. Na Câmara, foi escolhido presidente, tornando-se prefeito da cidade, conforme legislação da época. Em 1911, deixou o Senado mineiro e foi eleito para a Câmara dos Deputados. Ali faria a maior parte de sua carreira política, reeleito por sucessivas vezes até 1925 e retornando no período 1933/1937. Com o Estado Novo, abandonou a política. i
No Rio, assumiu, em 1914, a liderança da maioria quando era presidente o mineiro Wenceslau Braz, sempre atuando também na Comissão de Finanças. Em setembro de 1917, interrompeu o mandato para ocupar o Ministério da Fazenda, a convite de Wenceslau, até o final de seu governo, em 1918, quando retornou à Câmara dos Deputados. Em 1923, foi novamente líder, agora no conturbado Governo de Bernardes e, em 1925, elegeu-se senador da República, mas por pouco tempo. Seria, em breve, presidente de Minas.
Rompimento do café-com-leite

Antônio Carlos, terceiro presidente de Minas oriundo da Zona da Mata após o predomínio dos sulistas, foi eleito como candidato único, depois de formalizada a candidatura pela Tarasca, a Comissão Executiva do PRM. Artur Bernardes não criou obstáculos. Afinal, fora ele, Antônio Carlos, quem articulara com Bernardes a indicação do paulista Washington Luís para sucedê-lo na Presidência da República: na época era seu líder na Câmara e viajou a São Paulo para obter o apoio do Partido Republicano Paulista e selar, com esse gesto, a continuidade da política do café-com-leite i.
Resultado disso, em 15 de novembro de 1926, pouco mais de dois meses após a posse de Antônio Carlos em Minas, assumiu a Presidência da República Washington Luís, mas logo se evidenciariam as diferenças políticas, de valores e estilo entre os dois, causando freqüentes divergências com o Governo Federal.
Em 1929, Washington Luís quebraria a tradição de o presidente da República abrir o debate sucessório em meados do terceiro ano do mandato. Para impor a candidatura de Júlio Prestes, ele manteve silêncio e quebrou o acordo do café-com-leite, pelo qual seria a vez de um candidato mineiro nas eleições presidenciais de 1930. Diante disso, o habilidoso Antônio Carlos, cujo nome, como presidente de Minas, era o mais natural para suceder Washington Luís, tratou de articular a sucessão presidencial com lideranças gaúchas.p
De fato, em carta ao presidente, Antônio Carlos afirmou que, embora tivesse seu próprio nome citado em Minas e no País, declinava da lembrança para uma “solução conciliatória” na direção de Getúlio Vargas. Na carta, ele acrescentava que Getúlio, como ex-ministro e presidente do Rio Grande do Sul, se destacava “no apoio firme e na completa solidariedade à política e à administração de V. Exa. i”. Em seguida, o próprio Getúlio, conforme combinado, encaminhou outra carta a Washington Luís que, em resposta a ambos, comunicou que Júlio Prestes seria o candidato à Presidência.
Nascia assim o movimento de oposição, com o nome de Aliança Liberal, unindo Minas, Rio Grande do Sul e a pequena Paraíba, cujo presidente, João Pessoa, sobrinho do ex-presidente da República, Epitácio Pessoa, integrou a chapa como vice de Getúlio. Mais tarde, o presidente mineiro incumbiu Virgílio Melo Franco de procurar também o apoio dos tenentes, líderes dos movimentos de 1922 e 1924. E, em 20 de setembro de 1929, a Aliança Liberal instalou-se no Distrito Federal, em convenção nacional, que formalizou a chapa Getúlio Vargas/João Pessoa e empolgou o País, galvanizando as insatisfações contra Washington Luís.

Foi no curso da campanha aliancista que Antônio Carlos teria pronunciado a frase que ficou célebre e traduzia, certamente, sua visão daquele momento atribulado: “façamos a revolução antes que o povo a faça”.
Mas sua atuação foi além da articulação da candidatura Getúlio e da Aliança Liberal. Quando os resultados das eleições deram vitória a Júlio Prestes - com pouco mais de um milhão de votos contra 745 mil conferidos a Getúlio -, a Aliança Liberal denunciou a fraude e abriu o movimento revolucionário que eclodiria em outubro, depondo Washington Luís. À época, Antônio Carlos já havia concluído o mandato e era presidente de Minas Olegário Maciel, mas manteve-se no centro dos acontecimentos.
Divergências com Getúlio
Vitoriosa a revolução, Minas não ocupou espaço proporcional à sua liderança no Governo Provisório. Descontente, Antônio Carlos permaneceu em Minas, participando da formação de novas agremiações partidárias, como a Legião Mineira, que tiveram vida efêmera. Em 1932, quando os paulistas se rebelaram em defesa da tese constitucionalista, de convocação da Constituinte e das eleições para presidente da República, Minas se dividiu. Artur Bernardes, no velho PRM, apoiou São Paulo, mas Olegário Maciel e Antônio Carlos, embora considerassem a causa justa, ficaram ao lado do Governo Provisório e se fortaleceram com a vitória de Getúlio, enquanto Bernardes e Melo Franco foram exilados.i
Foi então fundado o Partido Progressista - PP, que Antônio Carlos presidiu, reorganizando as forças políticas do Estado. Em 1933, elegeu-se deputado e presidiu a Assembléia Constituinte. Promulgada a Constituição de 1934, Antônio Carlos assumiu a Presidência da Câmara e chegou a ocupar a Presidência da República interinamente.
Mas suas divergências com Getúlio cresciam e este sabia que não contaria com Antônio Carlos para o golpe de 1937. Meses antes, Antônio Carlos havia perdido a eleição para um segundo mandato na Presidência da Câmara, em derrota que teve apoio velado do Governo Federal e do governador Benedito Valadares. Fechado o Congresso e instaurado o Estado Novo, Antônio Carlos, aos 67 anos, decidiu abandonar a política. Morreu no Rio de Janeiro, em 1º de janeiro de 1946.

Eleito presidente de Minas aos 75 anos, Olegário Dias Maciel surpreenderia seus próprios correligionários pela energia e firmeza com que governou o Estado em período de tamanha turbulência. Sua posse, a sete de setembro de 1930, deu-se em clima de conspiração: a Aliança Liberal, que unia Minas, Rio Grande do Sul e a Paraíba, ultimava os preparativos do que viria a ser a Revolução de 1930. Poucos dias após assumir o Governo, ele recebeu Lindolfo Collor, emissário de Getúlio Vargas, que veio expor os planos finais para deflagrar o levante.
Contam que depois de ouvir o relato do gaúcho, Olegário Maciel ficou em um silêncio enigmático e Collor lhe perguntou apreensivo: “falta alguma coisa? Maciel respondeu: falta sim, falta marcar o dia e a hora”. i
Era já a demonstração da firmeza e da independência de conduta que marcariam seu governo.
Primeiro engenheiro presidente de Minas
Olegário Maciel nasceu a seis de outubro de 1855, em Bom Despacho do Picão, filho de Antônio Dias Maciel, coronel da Guarda Nacional, e de Flaviana Rosa. Iniciou seus estudos em Patos de Minas, para onde se mudara a família, e prosseguiu no Colégio do Caraça, onde fez o secundário. Por sua inteligência e memória, destacou-se entre os colegas, com o apelido de Petite Larouse. Formou-se em Engenharia Civil, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1878. E seria o primeiro presidente engenheiro - até então, todos tinham formação jurídica e apenas um, Silviano Brandão, era médico.
Iniciou a carreira política ainda no período imperial, sendo eleito deputado provincial pelo Partido Liberal para a legislatura 1880/1883. A partir de então, alternaria o exercício dos mandatos com afastamentos demorados da política. Por quase sete anos (1883/1890), trabalhou como engenheiro ferroviário, logo se tornando superintendente da Cia. Belga de Estrada de Ferro Pitangui/Patos de Minas. Colaborou, ainda, nas construções da ferrovia Bambuí/Patos de Minas e da Estrada de Ferro Paraopeba.
Com a proclamação da República, ele voltaria à política, elegendo-se deputado estadual para o período de 1890/1893. Já em 1984, candidatou-se a deputado federal, pelo PRM, e se reelegeu, sucessivamente, até 1911, quando se afastaria de novo da política, agora por motivo de saúde. Em 1914, Olegário Maciel retornou - a convite de Wenceslau Braz, eleito presidente da República - para ser inspetor-geral do Serviço de Vias Férreas do Ministério da Viação e Obras Públicas; cargo em que permaneceu até 1918. Regressou então a Patos de Minas e, devido à morte de seu pai, foi administrar a fazenda que este lhe deixara.
Em 1922, o PRM o convidou a candidatar-se como vice na chapa encabeçada por Raul Soares à Presidência de Minas. E Olegário Maciel assumiu a Presidência, pela primeira vez, no período de setembro de 1923 a março de 1924, porque Raul Soares afastara-se para tratamento de saúde. De março a julho, Raul Soares retomou suas funções, mas logo veio a falecer. Olegário assumiu, pela segunda vez, até dezembro de 1924, quando Fernando Melo Viana foi eleito e tomou posse para completar o mandato de Raul Soares. Mas Melo Viana deixaria o governo para concorrer à Vice-Presidência da República na chapa de Washington Luís e, mais uma vez ,o velho e celibatário Olegário presidiria o Estado.
Candidato de consenso
No Senado Mineiro, para o qual fora reeleito em 1927, aos 72 anos, Olegário Maciel surgiria dois anos depois como candidato de consenso para suceder o presidente Antônio Carlos e manter Minas, unida, na Aliança Liberal. Líder da oposição a Washington Luís, que rompera a política do café-com-leite, Antônio Carlos enfrentava represálias do presidente que chegou, inclusive, a tentar interferir na sucessão mineira - fato inusitado em um Estado com o poder de Minas -, incentivando o seu vice, Melo Viana, a candidatar-se i.
Nas discussões sobre a sucessão, as principais lideranças do PRM e os ex-presidentes Arthur Bernardes, Wenceslau Braz e Melo Viana não conseguiam se entender. Melo Viana lançou abertamente a sua candidatura, mas não obteve o apoio de Bernardes, como esperava. Por sua vez, Antônio Carlos, que não queria Melo Viana nem Bernardes, evitava desgastar-se, já prevendo a disputa nacional e buscou alternativas até firmar-se, ao final, na fórmula Olegário Maciel, presidente, e Pedro Marques de Almeida, vice. Bernardes e Wenceslau eram amigos de Olegário, enquanto Antônio Carlos teria Pedro Marques de sua confiança, além de contar com a possibilidade de que este viesse a governar, dada a idade avançada do presidente i. Entretanto, Melo Viana, inconformado por não voltar à Presidência de Minas, abandonou o PRM e passou a apoiar a candidatura Júlio Prestes à Presidência da República.
Em l930, realizadas as eleições, foi proclamada vencedora a chapa oficial de Washington Luís. Os aliancistas não aceitaram a derrota, diante das evidências concretas das fraudes, e se dispunham, inclusive, ao uso das armas. Embora de temperamento pacifista, Antônio Carlos decidira engajar-se no levante, desde que a iniciativa partisse do Rio Grande do Sul, e procurou Olegário Maciel, que após as eleições recolhera-se a sua fazenda. A princípio, Maciel não concordava com o movimento armado, mas convenceu-se, diante do argumento do ex-presidente Artur Bernardes, com quem foi se aconselhar: “a Revolução é a única saída digna deixada pelo inimigo”. Olegário argumentou, apenas, que era conveniente deflagrar o movimento antes de sua posse, em sete de setembro.
Mas várias datas foram marcadas e alteradas devido às avaliações estratégicas e táticas. Com o assassinato do candidato a vice na chapa da Aliança Liberal, João Pessoa, as ações se aceleraram. E no dia três de outubro, às 17h30, iniciou-se o movimento, irrompendo, simultaneamente, no Rio Grande do Sul, em Minas e nos estados do Nordeste, sob a liderança da Paraíba.
Comandando as ações da Força Pública, atual Polícia Militar, Olegário Maciel enfrentou a resistência das tropas fiéis ao Governo Federal em Belo Horizonte e no interior. Ele publicou também, no “Diário Oficial”, manifesto que conclamava o povo mineiro a apoiar o levante e mandou comunicado a todos os prefeitos. E a atuação firme, decisiva para o triunfo das forças revolucionárias, lhe renderia a alcunha de “General Civil”. Olegário Maciel seria ainda o único presidente a manter-se no cargo. Para os demais estados, Getúlio Vargas, à frente do Governo Provisório, indicou interventores.
Dificuldades políticas
Ao assumir o governo em setembro de 1930, Olegário Maciel formara o seu secretariado sem consultar a direção do PRM, causando surpresa aos velhos caciques. Insatisfeito, Bernardes, que com mão de ferro conduzira a política mineira, decidiu então derrubá-lo, por meio de uma manobra: três secretários - Cristiano Machado, José Carneiro de Resende e Alaor Prata - apresentaram demissão coletiva, na tentativa de induzi-lo à renúncia. Mas o presidente teve reação fulminante, aceitando a demissão e substituindo os três secretários por Gustavo Capanema, Amaro Lanari e Noronha Guarani i. Em agosto de 1931, ele seria vítima de nova tentativa de golpe, articulada agora pelo ministro Oswaldo Aranha, mas fracassada diante da imediata ação da Força Pública, comandada por Capanema.

Em 1932, Olegário Maciel tentou promover a unificação das forças políticas de Minas, através do Partido Social Nacionalista - PSN, mas não conseguiu, devido à deflagração da Revolução Constitucionalista, em São Paulo, que contava com o apoio de políticos mineiros. No início indeciso, Olegário permaneceria, entretanto, fiel ao Governo Provisório e enviou tropas ao Sul de Minas para conter a invasão dos paulistas.
Derrotado o movimento, Olegário Maciel participou ainda, no início de 1933, da fundação do Partido Progressista - PP, que reorganizaria as forças mineiras, obtendo expressiva vitória nas eleições para a Assembléia Constituinte.
Precursor do Pró-Álcool
Como administrador, Olegário Maciel também surpreendeu. Recebera o governo em condições financeiras precárias, devido às represálias impostas por Washington Luís. Para sanar o problema, ele conseguiu autorização do Governo Provisório para emitir apólices do Tesouro do Estado que lhe permitiram cumprir o pagamento às Forças Públicas e aos funcionários. As apólices, que traziam estampada a figura de Maciel, ficaram conhecidas como “Olegárias”.
Ele estimulou também a indústria e o setor cafeeiro, dando-lhes mais independência. No ensino público, seguiu as reformas propostas por Francisco Campos; promoveu o treinamento de professores e, para isso, instalou novas escolas normais. Mas preocupava-se principalmente em abrir estradas e melhorar os transportes. Sua ação mais inovadora anteciparia em décadas o pró-álcool. Através do Decreto nº 9.954, de 16 de junho de 1931, ele criou a primeira usina de álcool-motor de mandioca da América Latina, em Divinópolis, e nomeou diretor seu idealizador, o engenheiro Antônio Gonçalves Gravatá. A Usina Gravatá foi inaugurada em setembro de 1932, produziu álcool e óleo, gerou lucro e encerrou suas atividades apenas ao final da Segunda Guerra Mundial.
Em cinco de setembro de 1933, Olegário Maciel morreu subitamente, de enfarte, quando tomava seu banho matinal, no Palácio da Liberdade.