
Wenceslau Braz Pereira Gomes foi empossado presidente de Minas em três de abril de 1909. Com a morte de João Pinheiro, o seu vice, Bueno Brandão, assumira o governo para promover a eleição do novo presidente que completaria o mandato. O nome de Wenceslau havia sido articulado para suceder Francisco Sales, em 1906, pelo próprio Bueno Brandão, mas a solução na época, conduzida por Sales, foi a composição João Pinheiro presidente e Bueno Brandão vice, que conseguiu unificar o PRM. Agora, seria a vez de Wenceslau, novamente proposto por Bueno Brandão e com apoio, inclusive, do presidente da República Afonso Pena i.
Wenceslau Braz Pereira Gomes nasceu em 26 de fevereiro de 1868, em São Caetano da Vargem Grande, no Vale do Rio Sapucaí, hoje Brasópolis em sua homenagem. Era filho de chefe político local, o coronel da Guarda Nacional, Francisco Braz, e de Isabel Pereira dos Santos, também filha de político de Itajubá. “Fui político, muito político mesmo, desde os doze anos. Já por essa ocasião, estava a par, tanto quanto possível, da política brasileira” i, diria em suas memórias. Estudante, destacou-se como orador brilhante e se engajou na propaganda republicana e abolicionista, ajudando a organizar o Partido Republicano em sua região. Fez os preparatórios em São Paulo, cursando depois a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde se formou em 1890.
Bacharel, começou a carreira como promotor em Jacuí e depois advogou em Monte Santo de Minas, já participando da política local. Logo foi eleito vereador e presidente da Câmara Municipal, com as funções de agente-executivo. Em 1892, com 24 anos, elegeu-se deputado estadual, já com apoio de Silviano Brandão e Bueno Brandão, para representar interesses sulistas. Naquele mesmo ano, casou-se com Maria Carneiro Pereira Gomes.
Foi reeleito em 1895 e ao final do mandato deixou a Câmara. O chamado silvianismo começava a se constituir uma força, tendo por base três cidades do Sul: Pouso Alegre, Ouro Fino e Itajubá. Eleito Silviano presidente de Minas, Wenceslau despontou, ocupando a Secretaria do Interior no período 1898/1901. Com a morte de Silviano, Bueno Brandão e Wenceslau uniram-se por seu legado político - ainda que em outro estilo -, bem como mais tarde o seu primo Delfim Moreira.
Na Presidência de Minas

Ao final do Governo de Silviano, Wenceslau voltou a advogar em Monte Santo de Minas até se eleger, no ano seguinte, deputado federal. Foi líder da bancada mineira e quando o presidente Rodrigues Alves enfrentou o drama da política de saneamento no Rio de Janeiro e a Revolta da Vacina (1904), assumiu a liderança da maioria, com desempenho fundamental para a aprovação das leis propostas pela Presidência da República i. Após a luta contra a febre amarela, Alves tornou obrigatória a vacina contra a varíola, proposta pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz e executada com violência por exércitos de agentes de saúde sobre uma população assustada.
Wenceslau cumpria o segundo mandato de deputado federal, no governo Afonso Pena, quando morreu João Pinheiro. Articulada sua candidatura pelo silvianismo que então tinha à frente Bueno Brandão, lançou o tradicional manifesto dos candidatos únicos em 20 de dezembro de 1908, em Itajubá, reverenciando a memória de João Pinheiro e sua obra progressista. No discurso de posse, a três de abril de 1909, ele destacou a política educacional e econômica como prioridades. Defendeu a redução de custos da produção, uma política de transportes que não onerasse os produtos e a modernização do campo, além da policultura em substituição à monocultura do café. De fato, garantiu continuidade a algumas iniciativas de João Pinheiro.
Mas no terreno político, as articulações para a sucessão de Afonso Pena cresciam. Transcorrido apenas um mês de seu mandato, a 22 de maio, Wenceslau foi indicado para integrar, como candidato a vice-presidente, a chapa do ministro da Guerra, Marechal Hermes da Fonseca, articulada pelo senador gaúcho Pinheiro Machado. Isso significaria o rompimento da conhecida política do café-com-leite - o pacto São Paulo/Minas de alternância do poder - a partir de uma divisão interna das forças mineiras cafeicultoras, espertamente explorada por Pinheiro Machado.
De fato, a aliança entre as forças cafeicultoras mineiras havia se desfeito, na análise da historiadora Cláudia Viscardi i. Afonso Pena governava o país com políticos mineiros da Zona da Mata, enquanto Wenceslau Braz presidia Minas com cafeicultores da região Sul em aliança com o antigo grupo alvinista i e não conseguiram um nome de consenso. Viscardi aponta trechos de cartas de Afonso Pena dirigidas a Wenceslau, em abril e maio, nas quais o presidente do País afirma que se Minas já tivesse feito um pronunciamento em favor de David Campista, seu ministro da Fazenda, outros estados teriam acompanhado os mineiros, “como estão prontos a fazer logo que se ofereça oportunidade” i. Wenceslau Brás não se posicionou logo e respondeu a última carta afirmando que a candidatura Campista estava inviabilizada no Estado.
Afonso Pena, assim, pendeu para o baiano Rui Barbosa, “seu contemporâneo na Faculdade de Direito de São Paulo, brasileiro eminente, cidadão acima de qualquer disputa” e que acabava de chegar prestigiado da Segunda Conferência Internacional da Paz, em Haia, conforme destaca o jornalista Carmo Chagas i. Dessa forma, a candidatura de Campista acabou decididamente jogada por terra. Em 17 de maio, ele retirou a sua candidatura e em seguida Wenceslau aceitou compor a chapa de Hermes da Fonseca. As bancadas mineira e paulista se dividiram e Afonso Pena perdeu o controle da situação, já que seu próprio Estado apoiava a candidatura bancada pelo adversário Pinheiro Machado. Em meio ao turbilhão, já com a saúde abalada, o presidente morreu no Rio de Janeiro, em 14 de junho.
Criação de cooperativas de café
Criação de novas colônias agrícolas e fazendas-modelo
Forte expansão das escolas do ensino primário
Instalação do Instituto João Pinheiro, criado por Bueno Brandão
Criação do Instituto Eletrotécnico de Itajubá
A ascensão do vice Nilo Peçanha fortaleceria a candidatura Hermes, mas Rui Barbosa aceitou a disputa. Convidou o presidente paulista, Albuquerque Lins, para compor a chapa como vice e saiu candidato, empunhando a bandeira civilista, contrária à entrega do comando do País a um chefe militar. A campanha civilista chegou a empolgar, mas Barbosa foi derrotado por 403.867 votos a 222.822 i, na primeira forte disputa eleitoral da República Velha para a Presidência.
Rumo ao Palácio do Catete
Eleito vice-presidente da República, Wenceslau presidiu o Senado, como era previsto na legislação, entre 1910 e 1914. Mineiro, sereno, conciliador, resguardou-se dos seguidos desgastes do Governo Hermes, enquanto Pinheiro Machado exercia toda a influência. Foi um período marcado pela Revolta da Chibata, quando marinheiros se amotinaram no Rio contra o código de castigos físicos; pelo início da Revolta do Contestado na região limítrofe de Santa Catarina e Paraná; pela censura à imprensa e a chamada política de salvações, de intervenção nos estados com tropas federais em apoio a candidatos favoráveis ao governo central. A economia ressentia-se da instabilidade política e a arrecadação despencou. Ao final, a desordem era completa, em um governo considerado desastroso para o País.

Wenceslau se distanciou dos acontecimentos e chegou a comunicar a Hermes que presidiria pouco o Senado, ficando ausente do Rio durante quase todo o período governamental i. Assim, o mineiro acabou por se fortalecer para, em 1914, frustrar as pretensões de Pinheiro Machado, agora interessado em ser, ele próprio, o candidato à sucessão. Mas Minas não erraria novamente; seria reeditado o acordo com São Paulo, que acatou um nome mineiro para a Presidência. Após longas articulações, comandadas especialmente por Bueno Brandão, firmou-se o nome de Wenceslau Braz com Urbano Santos para vice. Pinheiro Machado foi obrigado a acatar e, no pleito de março de 1914, Wenceslau foi eleito com 532.000 votos.
Em sua plataforma, Wenceslau marcou a diferença com o marechal - não se levará pelos interesses partidários e cumprirá a Constituição e as leis. “Ao patriotismo dos homens de responsabilidade do Brasil se impõe, ineludivelmente, uma grande obra de reconstrução política e econômica e de restauração financeira”. Para essa dupla obra, ele completou, “é preciso uma mesma base: intransigente moralidade administrativa, absoluto respeito às leis, imparcial aplicação destas, paz, ordem, enfim em todas as suas modalidades, ordem material, jurídica e moral”.
Como presidente, neutralizou a influência de Pinheiro Machado, não o consultou para o Ministério e tomou-lhe a liderança do Partido Republicano Conservador. Quando Pinheiro, em 1915, foi assassinado, já não desfrutava de seu poder histórico. Seu governo teve momentos marcantes. Sancionou, em 1º de janeiro de 1916, o Código Civil. Enfrentou o período da Primeira Guerra Mundial com firmeza e em 26 de outubro de 1917, suspendeu a posição de neutralidade brasileira, diante do torpedeamento de navios mercantes do Brasil por alemães e determinou o envio de tropas brasileiras para lutar junto às forças aliadas que derrotaram a Alemanha. Os soldados brasileiros partiram, mas não tiveram que entrar em combate; a paz foi assinada antes.
Criação do Comissariado da Alimentação para combater a carestia
Estímulo à produção agrícola e valorização do café
Aumento das exportações de alimentos
Incentivo à produção de carvão e à expansão da indústria
Expansão do ensino profissional
Criação de uma nova lei eleitoral
Wenceslau foi austero para a recuperação das finanças desordenadas pela administração anterior. Seu governo sofreu os reflexos da Grande Guerra e enfrentou greves de trabalhadores. No último ano do mandato (1918), entre outubro e novembro, o País foi assolado pela gripe espanhola, com milhares de vítimas, principalmente na cidade do Rio de Janeiro.
Ao final do governo, havia conquistado popularidade e respeito. Com 50 anos de idade, entretanto, decidiu abandonar a política. Voltou a advogar, retornando a Itajubá, e reassumiu o comando da Companhia Industrial Sul-Mineira, que havia fundado em 1912. O “Solitário de Itajubá”, como era chamado, teve breve retorno à política ao assumir a Presidência do Comitê Supremo da Legião Liberal Mineira, que tinha por objetivo pacificar as lideranças políticas em embate desde a Revolução de 1930. Respeitado como importante reserva moral do País, Wenceslau permaneceu “em seu canto”,em Itajubá, como gostava de dizer, dedicando-se à pescaria, uma de suas paixões.
Morreu aos 98 anos, a 16 de maio de 1966.

Júlio Bueno Brandão, que nasceu em Ouro Fino, foi o quarto presidente do Estado com raízes políticas no Sul de Minas, eleito para o período 1910/1914. Antes disso, ele já havia governado o Estado interinamente, em razão do falecimento do então presidente João Pinheiro, em 25 de outubro de 1908. Entretanto, Bueno Brandão permaneceria à frente do governo interino apenas até abril do ano seguinte, quando o Congresso Mineiro elegeu e deu posse ao novo presidente, Wenceslau Braz.
Eleito em 1910, Bueno Brandão teria o mandato fértil em realizações, concorrendo para tanto a participação de dois futuros presidentes da República em seu secretariado: Delfim Moreira, na pasta do Interior, e Artur Bernardes, na de Finanças i. Entre outros projetos, merece destaque o de desenvolvimento regional e municipal aprovado pela Lei Estadual nº 546, de 27 de setembro de 1910. O projeto garantia empréstimos aos municípios para a instalação dos serviços de energia elétrica, saneamento, construção de estradas e de escolas. Em contrapartida, os municípios ficavam com a responsabilidade de planejar o seu desenvolvimento e de estabelecer metas a serem alcançadas.
Bueno Brandão investiria também na melhoria da arrecadação, visto que grande parte dos fazendeiros contribuía apenas simbolicamente com o Tesouro estadual. Por outro lado, ele ampliou os incentivos fiscais, criados por João Pinheiro, para as regiões mais carentes e procedeu a uma nova divisão administrativa do Estado, que resultou na criação de mais 40 municípios.
Convergência de interesses
Na frente política, Bueno Brandão tornou-se um dos artífices da renovação da aliança que uniria paulistas e mineiros ao longo da Primeira República, até 1930. A aliança - denominada café-com-leite i - era fundamental para São Paulo, que concentrava a maior parte da produção brasileira de café, então o principal produto de exportação. Embora os interesses mineiros fossem diferentes, pois a sua economia agropecuária encontrava-se enfraquecida - a atividade cafeeira não havia gerado um efeito multiplicador que permitisse ampla diversificação econômica -, a aliança interessava ao Estado, que dependia de recursos federais para sobreviver.
Desta forma, enquanto São Paulo era o Estado mais rico, Minas era o mais populoso e, portanto, tinha como trunfo a maior bancada - 37 deputados federais e três senadores. Assim, com a aliança, Minas se beneficiava por meio da obtenção de volumosos recursos federais. Neste período, o Estado concentrava, inclusive, o maior número de instituições, ferrovias e funcionários federais, registra Renato Monseff Perissinotto, professor da Universidade Federal do Paraná, no trabalho “Bloco no Poder e Conflitos Regionais na Primeira República i”.
Para São Paulo, por sua vez, a aliança era também fundamental, tendo em vista que a cultura do café estava sujeita às variações de preço no mercado internacional, que exigiam a interferência do governo federal para a sua sustentação.
Por tudo isso, a aliança atendia politicamente aos interesses de Minas e de São Paulo, embora muitas vezes as posições de cada Estado estivessem em lados opostos. O café mineiro era de qualidade inferior, produzido por pequenos proprietários, e as políticas paulistas para a cafeicultura nem sempre eram adequadas. Além disso, a cultura agro-exportadora paulista atraia mão-de-obra de Minas, o que gerava tensões.
Entretanto, a aliança se sustentou, apesar de enfrentar também a decidida oposição do Rio Grande do Sul, a terceira força política nacional, que representava os interesses dos estados voltados para o mercado interno.
Reviravoltas

Após a morte do presidente da República Afonso Pena e do presidente de Minas João Pinheiro - cotado como seu provável sucessor -, os gaúchos conseguiram eleger em 1910 o militar Hermes da Fonseca para a Presidência da República, sob a liderança de seu velho cacique político, Pinheiro Machado. Na verdade, eles contaram com a divergência entre os mineiros e paulistas quanto ao lançamento da candidatura a presidente de David Campista; ex-ministro da Fazenda de Afonso Pena, considerado defensor da cafeicultura paulista e pouco confiável à elite mineira.
Apesar de Minas apoiar o governo de Hermes da Fonseca, ficando São Paulo na oposição, a hegemonia política dos dois estados estava ameaçada. Em especial, porque o nome do gaúcho Pinheiro Machado apareceria com força para suceder o próprio Hermes da Fonseca em 1914. Diante dessa perspectiva, o antigo pacto precisava ser renovado.
Em 21 de abril de 1913, Bueno Brandão promoveu em sua cidade natal um encontro com o representante de São Paulo, Cincinato Braga, e as duas autoridades celebraram o Pacto de Ouro Fino. Pelo acordo, os dois estados decidiram agir unidos e não aceitar cargos porventura oferecidos por Pinheiro Machado, de forma a evitar a sua tática divisionista. Minas e São Paulo pactuaram, ainda, marchar juntos por uma candidatura presidencial de consenso.

Mas temendo uma reviravolta que favorecesse o candidato gaúcho, Bueno Brandão apressou as articulações com o então presidente paulista, Rodrigues Alves i, e o resultado final foi que os partidos republicanos de São Paulo e de Minas declararam oposição incondicional à candidatura Pinheiro Machado, lançando a chapa Wenceslau Braz/Urbano Santos para a Presidência e Vice-Presidência. Diante dos receios de uma forte reação gaúcha, Bueno Brandão proferiu uma frase que ficou famosa:
“Prefiro cair com Minas a cair em Minas”.
Um político autodidata
Bueno Brandão era filho de Francisco de Paiva Bueno, comerciante e coronel da Guarda Nacional, e de Francisca Paiva Bueno. Nasceu no dia 11 de julho de 1858, em Ouro Fino, onde fez o curso primário, trabalhou como balconista no comércio de seu pai e iniciou a sua carreira política. Era autodidata e aos 21 anos, em 1879, prestou exame de qualificação e passou a advogar em sua terra natal. Segundo o historiador Antônio de Paiva Moura, trata-se do “mais bem sucedido autodidata da magistratura mineira”, chegando a juiz de Direito em Camanducaia e a juiz municipal e delegado de Ouro Fino, de 1882 a 1883.
Ainda jovem, em 1870, passou a participar ativamente do movimento republicano, militância que se estendeu até a proclamação da República. Entre 1891 e 1892, no governo de Bias Fortes, tornou-se presidente do Conselho de Intendência de Ouro Fino que, na prática, era quem administrava o município, com a ajuda dos vereadores. Nesse cargo, para o qual foi reconduzido diversas vezes, reativou a economia do município, que estava estagnada desde a retração da atividade mineradora. Em sua cidade, ele fundou a Associação Jornalística e Literária e o jornal “Gazeta de Ouro Fino”; criou a escola primária municipal; fundou a Escola Prática de Agricultura; construiu estradas municipais; cuidou da urbanização da cidade; e ampliou a rede de abastecimento de água.
Sua atuação em Ouro Fino o projetou na política mineira. Em 1893, elegeu-se deputado estadual, reelegendo-se para mandatos posteriores. No Congresso Mineiro, foi líder do governo, relator da Comissão de Orçamento e presidente da Comissão de Assuntos Municipais. De 1897 a 1899, ocupou também a vaga de senador federal. Foi reeleito em 1900, exercendo a função por mais oito anos, quando ocupou a 2ª secretaria do Senado e se empenhou para a aprovação da reforma eleitoral, conhecida como Lei Rosa e Silva.
Durante algum tempo, acumulou o Senado e a Vice-Presidência de Minas, na gestão de João Pinheiro. Após o curto período como presidente interino, retornou a sua cidade natal em 1909, mas por pouco tempo, pois logo seria eleito para presidir o Estado, tendo como companheiro de chapa o senador Antonio Martins Ferreira, de Ponte Nova.
Em 1916, Bueno Brandão assumiu o mandato de deputado federal, no Rio de Janeiro, e permaneceu na Câmara até 1923. Foi presidente da Comissão de Finanças, de 1920 a 1921, além de líder da maioria e presidente da mesa diretora. Em 1924, voltou ao Senado Federal, onde comandou a discussão sobre a reforma constitucional de 1926. Dois anos depois, em 1928, ainda senador, representou o Brasil na Conferência Inter-Parlamentar do Comércio, realizada em Paris.
O ano de 1930 marcou o fim da República Velha e o fim da carreira de Bueno Brandão no Senado. A revolução sacudiu o país e levou Getúlio Vargas ao poder, pondo fim à política do café-com-leite. Contra São Paulo, Minas se uniria agora ao Rio Grande do Sul e, neste momento, Bueno Brandão mostrou toda a sua grandeza: foi o único senador a votar contra a proposta do governo federal de decretação de estado de sítio em Minas.
Ele faleceu no Rio, antes de completar 73 anos, de problemas renais, em 21 de março de 1931. E duas cidades mineiras, que buscavam autonomia, resolveriam homenagear a sua memória em seus nomes: Bueno Brandão e Buenópolis.