Alvará de criação da Capitania das Minas Gerais em 1720
Dom João V, Rei de Portugal
Minas Gerais têm dois aniversários inscritos na sua Constituição Estadual: o Dia de Minas, comemorado em 16 de julho, em Mariana, e o Dia das Gerais, em 8 de dezembro, em Matias Cardoso. Ambas simbolizam os dois movimentos pioneiros da ocupação colonial do sertão então desconhecido e que remetem aos últimos anos do Século XVII: a descoberta de ouro no ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, no entorno da qual floresceram as Minas, e a conquista do Vale do São Francisco, que irradiou os Gerais a partir de Matias Cardoso, ao Norte.
No entanto, a certidão de criação oficial do Estado de Minas Gerais remonta precisamente ao dia 2 de dezembro de 1720, como atesta alvará do rei de Portugal, Dom João V, depositado na Biblioteca Nacional de Lisboa, que determinou a separação de São Paulo e Minas:
“EU EL REI FAÇO SABER AOS QUE ESTE MEU ALVARÁ virem que tendo em consideração ao que me representou o meu Conselho Ultramarino e as representações que também me fizeram o Marquês de Angeja do meu Conselho de Estado, sendo vice-rei e capitão general de mar e terra do Estado do Brasil e Dom Brás Baltazar da Silveira no tempo que foi governador das capitanias de São Paulo e Minas e o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida que presentemente tem aquele governo e as informações que se tomavam de várias pessoas que todas uniformemente concordavam em ser muito conveniente a meu serviço e bom governo das ditas capitanias de São Paulo e Minas e a sua melhor defesa que as de São Paulo se separem das que pertencem as Minas ficando dividido todo aqueles distrito; Hei por bem que nas capitanias de São Paulo se crie um novo governo, haja nelas um governador com a mesma jurisdição, prerrogativas e soldo (...) assim como tem o governador das Minas (...)”
Apenas em agosto de 1721 o primeiro governador-geral da nova capitania, Dom Lourenço de Almeida, tomou posse em Vila Rica e são estas e outras histórias que reportadas no portal Minas+300anos.